mas permaneço de pé.

7 março, 2010

Confesso: adoro assistir um Oscar. Sei que é tudo fachada, jogo político, propaganda, engodo. Mas todo ano ano é igual: vou ao supermercado pela manhã, abasteço a despensa (Coca-Cola, batatinha, sorvete, bolacha etc.) e preparo a poltrona. Tento dormir um pouco, guardar energia (nunca consigo). Quem não precisa de sonhos regularmente que atire a primeira pedra (sim, aquilo é um sonho do tipo huge mesmo). Sou cafona, e por isso adoro ver os desfiles no tapete vermelho. As estrelas e os novatos, todos por ali, adentrando minha sala. Quem ganhará o título de mais bem vestida da festa? Quem cometerá a gafe mais esdrúxula? Alguém irá tropeçar? Os apresentadores conseguirão ser engraçados dessa vez? Woody Allen estará na platéia?

São por estas pequenas coisinhas que ainda assisto o Oscar. Não pelo filmes, obviamente (todos já conhecemos as cartas). Embora esteja cruzando os dedos pelo filme de Audiard. Enfim, enfim.

Nota desnecessária: no único Oscar que Woody esteve presente eu não sei o que estava fazendo da vida (provavelmente dormindo, que é uma das minhas especialidades). Por isso sempre revejo esse video aí (logo abaixo) e fico saltitante. Ao ver o vídeo, note os presentes (a maioria pensou que Whoopi estava de brincadeira). Ron Howard fica estático e depois bate palma de maneira entusiasmada, de pé. Todos de pé. E eu, do lado de cá, faço o mesmo. Minha esposa acha um absurdo, ri, diz aos amigos que temos em comum (poucos) que eu estou a delirar. Confesso novamente: estou a delirar. Mas permaneço de pé (e bato palmas).

Não riam de mim #11

25 fevereiro, 2010

Oi. Antes de continuarmos, veja o trailer:

Viu? Mesmo? Olha lá, hein. Acontece o seguinte: há aqueles filmes que guardamos em lugares especiais não porque sejam grandes filmes ou tenham grandes atores ou façam parte da lista dos cem mais da história do cinema, mas sim porque são pequenos mesmo. Pequenos de uma maneira que nos reconforta e ao qual sempre voltamos quando estamos meio assim, pra baixo. É como rever um bom amigo que nos entende. Que fala certas coisas que queremos ou devemos ouvir. E logicamente há o fator nostalgia na coisa toda. Porque pequenos filmes também nos remetem a pequenas coisas que percebemos ser as maiores coisas na verdade.

A Lula e a Baleia é um desses filmes. Volto a ele frequentemente. Há algo nesse pequeno filme que sempre me toca, me faz pensar na infância, nos meus irmãos, e sobretudo nos meus pais. A cena abaixo, mesmo estando eu com o humor lá em cima, emociona-me deveras. É linda mesmo, sabe.  

Se algo te fez lembrar a cena final de Manhattan, não fique surpreso. Noah Baumbach é um fã cativo de Woody Allen.

natural, humano.

7 fevereiro, 2010

Há uma tendência natural de criticarmos no outro o que geralmente não possuímos ou, pior ainda, de criticarmos exatamente os mesmos possíveis “defeitos” que nós mesmos apresentamos. Natural, humano. Eu faço isso e você aí também faz. Daí que eu só queria levantar a bola aqui e dizer o seguinte: imaginemos que você esteja calmamente andando pela rua, um assovio aqui, outro ali, e então você se senta num banco de praça e começa a observar o entorno, dá comida aos pombos, sorri para um garotinho irritante que masca chiclete mostrando o céu da boca, e de repente acontece: um cara de aparência normal acaba de chupar um picolé de uva, olha em volta, percebe que ninguém o nota, e então lança o palito ao lado de um canteiro de flores algo amarelas, e você, internamente, num acesso colérico indescritível mas discreto, vocifera pra si mesmo miserável, miserável, tanto cesto de lixo por aí e esse crápula faz isso. Natural, humano. Todavia, você se levanta, retira do bolso uma pastilha de hortelã e, atento mais uma vez ao entorno, deposita o dejeto (é como você gosta de se referir a esse papelote) em via pública. Tal como o cara de aparência normal que você acabara de criticar.

Esse pequeno conto imbecil de moralidade (civilidade, cidadania, bons costumes) aparente foi para nos lembrar que o BBB 10 é dos programas televisivos mais interessantes da tevê brasileira, quer gostemos ou não.

Explico.

Uilliam (sic), na academia, comentando a última formação do paredão, diz que Cadu é um burro, só tem músculos, cérebro falta. Natural, humano. Infelizmente, uma imagem (lugar-comum horrendo) vale mais do que mil palavras. Pois é. Uilliam (mães do Brasil, tenham dó das nossas crianças; nomes nos acompanham por toda a vida), enquanto adjetivava Cadu, fazia exercícios para manter o corpanzil nada magricela em forma (não estamos a falar de saúde nesse caso, mas de questões estéticas mesmo; Uilliam malha não pra manter a saúde ou em razão de sua profissão, e está claro que o objetivo são músculos, tal como Cadu). E não me recordo, em momento algum, de verificar qualquer indício de cérebro ou mesmo apartes espirituosos oriundos de Uilliam (sic). Estamos, portanto, a falar de gêmeos siameses, com a diferença de que esse último acredita possuir algo que falta ao outro.

Só rindo mesmo.

Posto o vídeo abaixo para que você (re)veja (adiante e veja do 1:55 aos 2:02).

Vic

14 janeiro, 2010

de como (e com quem) passei o dia de Natal.

26 dezembro, 2009

Abracei e fui abraçado. Não por parentes & familiares, nada disso. Falo, novamente, de Cassavetes. Revi três de seus filmes (Uma Mulher Sob Influência, Noite de Estréia e Maridos, respectivamente; há uma razão muito clara para eu ter  feito a revisão nessa ordem, obviamente, mas não explico hoje). Das 14 às 21 eu passei ao lado, ao chão e aos pés de Cassavetes. Conversamos, rimos um bocado e, como de costume, choramos. Eu mais do que ele, claro.

Quantos de vocês tiveram um Natal tão verdadeiro e prodigioso quanto o meu?

Poucos.

É uma pergunta retórica, evidentemente, mas responda caso sinta-se um tanto quanto aviltado ou diminuído, coisas desse tipo. (As pessoas, pobres pessoas, não aceitam quando dizemos a elas que a tradição é só tradição e não precisa ser seguida se você não vê algo de real ou significativo nela; pobres pessoas)

Separei essa fala (assista ao vídeo abaixo; todo ele; ao menos do 29s aos 42s, tá?) do Cassavetes pra que você entenda o porquê optei por dividir os restos do pernil com esse sujeito e não com uma tia qualquer e distante.

continuo a tratar de banalidades e deixo as coisas sérias para pessoas sérias.

15 dezembro, 2009

Revi Bananas há pouco, e separei essas duas cenas (logo abaixo, calma lá) antológicas para que você também, assim como eu, possa sorrir em plena terça-feira:

1.

2.

O vídeo apresenta um borrão inicial, o que não dificultará em nada suas gargalhadas histéricas e ruidosas, que certamente virão (e sim, sim, esse é mesmo Stallone; e sim, sim, esta é uma das suas primeiras vezes no ecrã)

do lado de cá da cidade eu espero que você fique bem.

6 dezembro, 2009

Não riam de mim #8

23 novembro, 2009

Sabe aquelas caixas de papelão que usamos para acomodar coisas quando não queremos mais essas coisas ou quando essas coisas não servem mais pra nada ou quando decidimos, então, mudar essas mesmas coisas de um lado para o outro?

Pois é: comprei uma dessas caixas. Não penso em colocar coisas nela. Tampouco irei me mudar ou algo que o valha, mas comprei e agora ela está aqui. Estou em dúvida se coloco um pedaço da minha vida ali ou se coloco o bastante pra não ter que me preocupar mais daqui pra frente.

Enquanto decido, ouço Marvin Gaye e a vida parece ter realmente um propósito.

What is your definition of love?

13 novembro, 2009

Tony esteve por aqui e eu estive na lua.

26 outubro, 2009

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