Educação
26 fevereiro, 2010




Educação
Educação tem roteiro de Hornby, o que quer dizer muito para alguns. Não pra mim. Mas é preciso colocar as coisa no lugar: é um filme de diálogos fluentes e cadência agradável, e isso também não costuma agradar aos críticos mais sisudos e que tomam café antes das exibições. Daí que a obra vem levando, injustamente, pedradas a torto e direito dos exegetas de plantão e de alguns engraçadinhos que tomam Hornby por um tapado que gosta de listas. Hornby é um escritor talentoso, quer gostemos ou não das coisas que escreve. Lone Scherfig dispensa apresentações. O que não esperava é essa tal de Carey Mulligan brincando assim com as palavras e inflexões. É de uma delicadeza e precisão a interpretação da garota que eu fiquei realmente impressionado. Mais: esqueça as resenhas que leu e curta uma história bacana acerca de uma garota que precisa crescer.
Não riam de mim #11
25 fevereiro, 2010
Oi. Antes de continuarmos, veja o trailer:
Viu? Mesmo? Olha lá, hein. Acontece o seguinte: há aqueles filmes que guardamos em lugares especiais não porque sejam grandes filmes ou tenham grandes atores ou façam parte da lista dos cem mais da história do cinema, mas sim porque são pequenos mesmo. Pequenos de uma maneira que nos reconforta e ao qual sempre voltamos quando estamos meio assim, pra baixo. É como rever um bom amigo que nos entende. Que fala certas coisas que queremos ou devemos ouvir. E logicamente há o fator nostalgia na coisa toda. Porque pequenos filmes também nos remetem a pequenas coisas que percebemos ser as maiores coisas na verdade.
A Lula e a Baleia é um desses filmes. Volto a ele frequentemente. Há algo nesse pequeno filme que sempre me toca, me faz pensar na infância, nos meus irmãos, e sobretudo nos meus pais. A cena abaixo, mesmo estando eu com o humor lá em cima, emociona-me deveras. É linda mesmo, sabe.
Se algo te fez lembrar a cena final de Manhattan, não fique surpreso. Noah Baumbach é um fã cativo de Woody Allen.
O Profeta
9 fevereiro, 2010




O Profeta
Primeiro: é daqueles tipos de filmes que você sente vontade de mostrar para os amigos (só os mais próximos) e depois passar a noite falando sobre e cruzando experiências acerca de possíveis influências e coisa e tal. Segundo: valeria a pena eu perder um bocado de tempo escrevendo a respeito de aspectos técnicos e virtuosismos que o filme evidentemente apresenta, mas isso diria muito pouco (quase nada) desse que é, até agora, 9 de fevereiro de 2010, noite de terça-feira abafada, o maior filme do ano na opinião do sujeitinho aqui. Adianto que não é empolgação juvenil nem falta de critério não, afinal vi todos os filmes concorrentes ao Oscar (o que não quer dizer nada), entre outros (o que quer dizer muito), e nenhum deles, asseguro-lhes, nenhum deles lambe os calcanhares dessa saga cão come cão; nem mesmo Guerra ao Terror, ou Bastardos Inglórios, ou Um Homem Sério. Sei que exagero. Sei que adjetivo demais, e isso não é bem visto por quem se pretende a fazer críticas imparciais e espertinhas. Mas: não sou crítico, não sou imparcial, e quero mesmo é continuar a falar sobretudo das coisas que me tocam (nada de toque retal, certamente). Do contrário largaria o leme e encaminharia-me à prancha.
Enfim.
Alexandre Desplat compõe a trilha. Mais uma vez: Desplat é responsável pela trilha. Faz cara de surpresa e felicidade e batuque algo próximo a você (falo sério). Algo te faz pensar na trilha de Inimigos Públicos, imagino. Esquece Elliot Goldenthal. Esquece aquela belezura que é Ten Million Slaves na bocarra do Otis. Imagine Desplat a compor uma trilha que cresce com o personagem. De garotinho imberbe e babão a homem que bate no peito e diz eu quis e eu fiz. Arrisco num cavalo: Desplat estava a rever GoodFellas e o cinema americano todinho e também o cinema italiano e os portentosos filmes de máfia da década de 70 e 80 enquanto compunha o corpo da trilha.
Jacques Audiard fez o mesmo (sobretudo no quesito american way of life), com a vantagem de ser um amante antigo do cinema italiano (ele afirma isso em quatro de cinco entrevistas concedidas). Não vou dizer que vejo Rocco e Seus Irmãos (o maior filme italiano de todos os tempos) em O Profeta, mas negar que há similaridades consangüíneas aqui seria de certo uma burrice. Devo dar um resumo didático agora, assim fica fácil pra você:
Malik é jovem de seus vinte e tantos anos, e vai preso. Medroso, imberbe (não sei por que insisto nisso) e chorão. Como todos os jovens de vinte e tantos anos presos, não sabe como sobreviver na cadeia (você saberia? Não responda). Terá de ser mulherzinha, como na maioria dos filmes passados em prisões? Nada disso. Malik tem de matar. É simples assim: matar pra sobreviver. E é isso que fará até o fim. Não só matar, obviamente, mas sobreviver. Adaptar-se ao meio e fazer o meio jogar a seu favor. Um tipo de bildungsroman na telona. Cresce e aprende na adversidade, tal como nós. Mata e sobrevive na adversidade, diferentemente de nós.
Sei que é infantilidade minha falar ainda mais das influências e dos decalques impressos em O Profeta, mas não dividir esse sorrisinho maroto que agora contamina toda minha face, como se tivesse descoberto o esconderijo de Deus, me deixaria pouco à vontade, sozinho com minhas epifanias (compartilhar epifanias é um desvio de meu caráter, sinto muito). Divido, então: James Gray. Pois sim. Ver O Profeta é como assistir Gray adentrar o sistema penitenciário. É o The Yards francês. É O Caminho Sem Volta europeu. Digo mais: Gray assistirá ao filme e o colocará na lista não só dos melhores filmes dessa década, mas na sua listinha pessoal de filmes indispensáveis (da vida, sim).
Acabo de retirar do baú minha agendinha. 243 filmes para serem vistos antes da chamada oficial divina (não mostro a lista nem pra minha esposa, então por favor, não insista). 244 agora (pois é, pois é, O Profeta é o 244).
Audiard fez um filme definitivo (e não me venha dizer que todos os filmes são definitivos). Não sobre o sistema penitenciário ou questões de fundo social/étnico/político, nada disso. Fez um filme definitivo acerca da imponderabilidade de ter não ter escolhas e por isso mesmo ter de “escolher” (paradoxo algum). E Malik, de maneira irrevogável, escolhe. E daí reinventa-se (tudo o que desejamos inconscientemente/conscientemente fazermos sempre quando acordamos ou chegamos ao trabalho ou nos vemos prostrados num sofá de dois lugares e posicionado estrategicamente na frente de um televisor qualquer e diante de uma vida que, bem, você aí sabe que tipo de vida é essa). Poderia tecer variadas considerações sobre mensagens, argh, outras que O Profeta tem/teria, mas isso, como disse acima, diria muito pouco (quase nada) da experiência que é ver esse novo filme de Jacques Audiard.
você não imagina o que somos capazes de fazer quando temos um objetivo.
17 janeiro, 2010
É mais ou menos isso que diz o personagem de Nicolas Cage em Vício Frenético. A expressão não tem nada de auto-ajuda não, muito menos o filme, e você aí poderia dizer que se trata de um lugar-comum, coisa de cinema. Em parte eu também acho, afinal todos sabemos que se investirmos bastante em algo esse algo fica mais próximo. Ou mais longe. E eu realmente não dava lá muita bola pra essa afirmação antes de ouvi-la na boca do Cage.
Você não imagina o que somos capazes de fazer quando temos um objetivo.
Mas fiquei pensando bastante nisso. Pensei em como diariamente, semanalmente, anualmente, desperdiçamos nossa vida em coisas banais, coisas que não têm o menor sentido (mediocridades mesmo). E no fundo nós sabemos muito bem que estamos desperdiçando alguma coisa. Por vezes, demoramos uma vida inteira nos distraindo de nossos objetivos primeiros.
Distrair. Taí: eu vivo me distraindo.
Shotgun Stories
13 janeiro, 2010
- Ainda não entendo por que continua a dormir naquela coisa.
- É melhor do que pagar aluguel. Se tivesse uma casa, tinha de arranjar um emprego no verão.
(…)
- Tenho de fazê-la voltar para casa.
- Tem de parar de jogar.
- Não é o jogo. Mesmo que seja o que ela diz, não é isso. Ela só quer que eu pare de fazer merda. Trazer para casa o salário, ser feliz e ganhar $20.000 por ano. Consigo fazer melhor do que isso. Melhor para mim, melhor para ela.
(…)
- Acho que vou pedir a Cheryl em casamento. Disse que me esqueci daquele aumento, e vou comprar um anel.
- Parece bom.
- Será que vou conseguir cuidar dela? Não tenho carro. Não tenho casa. Durmo numa tenda maldita! Isto é duro. Uma vida inteira é muito tempo só para duas pessoas. Nem sei se consigo ser fiel.
- Só tem de decidir que é ela que vai amar… e depois amá-la. O resto acontece sozinho.
Os 11 melhores filmes de 2009 (2º semestre)
2 janeiro, 2010
(Foto: Ervas Daninhas, de Alain Resnais)
1. Amantes, de James Gray
2. Polícia, Adjetivo, de Corneliu Porumboiu
3. Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino
4. Moscou, de Eduardo Coutinho
5. Se Nada Mais Der Certo, de José Eduardo Belmonte
6. Inimigos Públicos, de Michael Mann
7. Aquele Querido Mês de Agosto, de Miguel Gomes
8. O Fantástico Sr. Raposo, de Wes Anderson
9. Ervas Daninhas, de Alan Resnais
10. Deixa Ela Entrar, de Tomas Alfredson
11. Distrito 9, de Neil Bloomkamp
Aqui a outra ponta da lista. Reiterando: nenhuma lista segue ordem de classificação. Contemplados apenas os filmes que fizeram parte do circuito convencional, caso contrário a lista não seria essa.
de como (e com quem) passei o dia de Natal.
26 dezembro, 2009
Abracei e fui abraçado. Não por parentes & familiares, nada disso. Falo, novamente, de Cassavetes. Revi três de seus filmes (Uma Mulher Sob Influência, Noite de Estréia e Maridos, respectivamente; há uma razão muito clara para eu ter feito a revisão nessa ordem, obviamente, mas não explico hoje). Das 14 às 21 eu passei ao lado, ao chão e aos pés de Cassavetes. Conversamos, rimos um bocado e, como de costume, choramos. Eu mais do que ele, claro.
Quantos de vocês tiveram um Natal tão verdadeiro e prodigioso quanto o meu?
Poucos.
É uma pergunta retórica, evidentemente, mas responda caso sinta-se um tanto quanto aviltado ou diminuído, coisas desse tipo. (As pessoas, pobres pessoas, não aceitam quando dizemos a elas que a tradição é só tradição e não precisa ser seguida se você não vê algo de real ou significativo nela; pobres pessoas)
Separei essa fala (assista ao vídeo abaixo; todo ele; ao menos do 29s aos 42s, tá?) do Cassavetes pra que você entenda o porquê optei por dividir os restos do pernil com esse sujeito e não com uma tia qualquer e distante.
Arieta Corrêa a cortar pedaços de bolo em pequenos cubinhos e acomodá-los edulcoradamente na bocarra (linda, pois sim) de Aline Moraes.
22 dezembro, 2009
Primeiro, a surpresa: Arieta Corrêa (ou Correia, não sei ao certo) na novela Viver a Vida. Imagino que você talvez não conheça Arieta, por isso clique aqui e depois leia esse breve parágrafo que escrevi sobre a pequena notável. Fez diversas pontas na televisão (e uma personagem pra valer em Tudo de Novo, minissérie da Globo), e não há surpresa alguma que o grande público mal a note. Não os culpo. Menos ainda Arieta, que deve ganhar algum dinheiro pelas aparições esporádicas. Mas me incomoda deveras vê-la em Viver a Vida.
Um pequeno diálogo que travei com minha esposa noite dessas, a caráter de ilustração:
- Arieta tá fazendo Viver a Vida?!
- Tá falando da Laura?
- Como é, Jaq?
- Tá falando da Laura, a enfermeira?
- É… Você conhece?
- Ela costuma aparecer…
- Então, que bacana, ela é uma atriz e tanto… Ficou anos com o Antunes!
- É, ela sabe sorrir bem.
- Tá tirando sarro de mim?
- Não. Toda vez que ela aparece ou tá rindo ou tá com cara de ascensorista de shopping pêra com leite.
- Pêra com leite?
- É, shopping chique e tal.
- Saquei. É uma pena isso.
- Pena por quê? Tá ganhando algum e aparecendo no horário nobre.
- Mas é figuração, Jaq!
- Figuração, sim, mas remunerada. E a personagem dela tem até nome. E outra: ela tá contracenando com essa coisa linda que é a Aline Moraes.
- É, tá sim. Olha lá: tá dando cubinhos de bolo na boca dela… Se ao menos ela falasse alguma coisa durante as cenas…
- Mas ela fala.
- Sério?
- Ela chama a colega pra mudar a Aline de posição.
- Ah, Jaq!
- Tô dizendo. E daqui a pouco ela, se for boa do jeito que você diz, vai ganhando mais espaço e tal.
- Como enfermeira no canto do quarto?
- Claro! A Juliana Paes fazia a empregada do tipo gostosona uns anos atrás e agora foi escolhida atriz do ano.
- Atriz do ano?!
- É! Puta que pariu, Lucas, cê precisa ver mais televisão.
- Mas até a empregada dessa novela tem um papel de maior relevância que a Arieta, Jaq.
- Taí: começou por baixo, quase nem falava, e agora já fica uns cinco minutos desfilando pra lá e pra cá de lingerie.
- Não, Jaq, não, isso não é pra Arieta. A Arieta fez Medéia, O Canto de Gregório, Prêt-à-Porter, tudo isso só com o Antunes, fora o filme com o Masagão e a peça com o Hirsch…
- Cê nunca vai entender, Lucas, nunca. Na televisão a gente começa por baixo.
Depois desse diálogo algo epifânico com minha esposa, pus-me a pensar debaixo do chuveiro (é onde costumo pensar melhor). As sinapses & neurônios a rebelar-se contra mim. Talvez a Jaq esteja certa, afinal é só uma novela. E uma pessoa (como sabemos há tempos) não é uma escolha. Uma pessoa (não custa repetir) é um conjunto delas. E a Arieta é, sim, uma grande atriz. Asseguro-lhes.
- (Às gargalhadas): Lucas! Corre, Lucas! A sorrisinho (Arieta) falou pra Luciana ficar calma… (imitando-a) ‘Luciana, fica calma, fica’… Taí, Lucas, uma frase completa. Isso aí até eu falava melhor que a sorrisinho…
E eu também sorri, que é na verdade a última coisa que resta pra fazer numa situação dessas.
Funny People
18 dezembro, 2009




Funny People
É incrível como esse filmeco me pegou de jeito. Estava desarmado e tudo, mas não costumo cair nas maquinações (leia-se, também, escatologias) de Apatow. Dessa vez, sem muito alarde, fui fisgado. É uma história triste. Precisamente: é uma história triste (outros dirão o contrário; não os ouça). Falo do Apatow de O Virgem de 40 anos (que já é um filme triste, sim) e Ligeiramente Grávidos (outro exemplo de um filminho nada joy-JOY e tal; falo sério, ok). Crescer é uma barra, nos lembra Apatow. Crescer e ser rico e famoso pode ser pior ainda.
Adam Sandler (tão bem quanto em Punch-Drunk Love) faz um comediante que descobre estar nas últimas (não adianto nada, fica frio, isso é mostrado após a abertura, que é hilária). Um comediante mundialmente reconhecido. Falo de fama & dinheiro & mulheres. Enfim, o pacote todo. Deveria ser feliz, não?
Pois não é. Não só a doença terminal o arrasta de volta ao passado (que é pra onde sempre retornamos quando o presente nos diz que daqui pra frente tudo tende a piorar ainda mais), mas também suas escolhas, hum, um tanto quanto “idiossincráticas”.
Pois sim: doença terminal, fama & dinheiro, infelicidade etc., e tudo nos dizendo que as pessoas, mesmo as idiossincráticas, merecem uma segunda (ou terceira e quarta) chance. Piegas sobremaneira? Melodrama à Manoel Carlos?
Não me faça rir. Apatow não é nem de longe o maior piadista, comediante, diretor, produtor, roteirista, dono de cabaré, proxeneta ou mesmo fazedor de cafés norte-americano que já houve ou há, mas é um sujeito que sabe muito bem dispor de seu material e tocar os instrumentos com certa desenvoltura. E é isso que temos: um filme de falsas segundas chances que faz rir e chorar em 150 minutos. Disse 150 minutos?
Engano meu: 146 minutos. Cravados. Sem tira nem pôr. Reconheço: o filme se arrasta depois dos 110 minutos, e Apatow não deveria ser tão complacente assim com seu clímax-desfecho e tal, mas acabo aceitando, afinal é aquele filme que o cara segredou durante anos o roteiro, burilando-o durante as noites insones, e o desejo de colocar-tudo-agora-ao-mesmo-tempo quando feito com verdade deve também ser aceito com certa dose de resignação. Pois aceito não só resignado mas feliz. É a obra mais tocante e divertida de Apatow, o filme definitivo (até o momento; dessa década, vai) sobre a vida dos stand-up e comediantes de ocasião. E seria a Comédia do Ano se os distribuidores tivessem culhões para lançar o filme no cinema. Alegaram que não é um filme com tempero latino, coisas desse tipo, e daí que o filme chega às locadoras em 6 de janeiro.
Reitero: é um filme triste. Outros dirão o contrário; não os ouça.
Diário da Mostra #3
22 novembro, 2009




Vício Frenético
Fazer um remake de um filme de Abel Ferrara? De um dos maiores e melhores filmes de Abel Ferrara? Pois sim. Sabíamos que Herzog é um selvagem, mas nem de longe poderíamos esperar algo como isso. Ainda hoje tenho pesadelos com aquele pranto niilista de Harvey Keitel (pense em um homem que descobre que Deus é um engodo, e daí se põe a chorar por todos nós) em Bad Lieutenant. Lembrete necessário: aos sujeitinhos que insistem em afirmar a irrelevância desse belíssimo ator (Nicolas, e não Keitel), minhas lágrimas; desculpai-os, desculpai-os, afinal eles não sabem o que é atuação. Um Herzog cínico. Tal como o nosso tempo.




A Família Wolberg
Um debut incontornável. Uma peça de câmara escrita por Tchecov.




Abraços Partidos
Está a se repetir, como todos os grandes. A arte, diferentemente da vida, permite reestréias. Eis a lição de Almodóvar.




O Que Resta do Tempo
Suleiman é um fanfarrão. Da próxima vez que tiver de explicar ironia aos meus caríssimos alunos, darei-lhes Suleimam de bandeja. Sublime.




Making Plans for Lena
Honoré está habitando outras paragens, mas isso não diminui em nada seu mundo particular. Making Plans for Lena é irmão bastardo de Horas de Verão. De longe a melhor atuação de Chiara.













