eis uma breve sinopse da literatura brasileira contemporânea:
11 fevereiro, 2010
Quando não estou por perto, Annita Costa Malufe
Versos sofisticados e inteligentes, construindo uma poética cerebrina e sensível.
(Cerebrina. Legal.)
Perfume do Pau Rosa, Luiz Gonzaga Lauschner
Romance que traça o percurso do pau rosa, da Floresta Amazônica às perfumarias.
(Já me interessei.)
O Homem dos patos, Diana de Hollanda Cavalcanti
Proposta que envolve múltiplas linguagens. A jovem autora se destaca em diversas formas de arte.
(Alguém pode explicar isso pra mim?)
Um útero é do tamanho de um punho, Angélica Aires de Freitas
Poesia ousada com trabalho de texto promissor e original.
(Nem mesmo um aluno de 5º série escreveria sinopse tão primária; Angélica deve estar gargalhando até agora do resumo que fizeram do seu livro.)
Opisanie swiata, Veronica Antonine Stigger
Novela de linguagem instigante e envolvente que coloca o leitor na mesma posição do estrangeiro tematizado no livro.
(Posso roncar agora? Stigger é maior do que isso.)
Garotos malditos, Santiago Nazarian
Romance juvenil provocativo e original. Prende o interesse do leitor com sua escrita inteligente.
(É o autor de sempre no “romance” de sempre. Taí um “escritor” que é menor que o resumo de sua obra.)
Esses, e outros livros, foram contemplados pelo Programa Petrobrás Cultural 2008/2009. Não sei quanto cada escritor vai morder dos R$ 918 mil alocados para literatura, mas não é pouco. Receber para escrever deve ser uma delícia, embora alguns deveriam pagar para que os lêssemos.
e eu aqui imaginando que Salinger era do tipo imortal. (esgares faciais a expressar uma dorzinha que podemos chamar de tristeza.)
28 janeiro, 2010
é por essas e outras que digo: saiba escolher a companheira certa e terá Bellow como desjejum no Natal
25 dezembro, 2009
Sou americano, nascido em Chicago – Chicago, aquela cidade sombria -, e faço coisas do jeito que aprendi sozinho a fazer, estilo livre. Então, vou fazer o registro ao meu modo: a primeira ideia que bater será também a primeira a entrar; às vezes uma batida inocente, outras nem tanto. Mas o caráter de um homem é seu destino, como diz Heráclito, e no fundo não há como disfarçar a natureza das batidas, nem fazendo um tratamento acústico na porta nem cobrindo o nó dos dedos com luva.
Todo mundo sabe que não existe precisão nem apuro na supressão; se você corta uma coisa, acaba amputando o que está ao lado.
Felicidade conjugal
20 dezembro, 2009
Recebo uma ligação altas horas da noite (22:36). Um amigo aflito, aos soluços, pede-me conselhos acerca do matrimônio. Ele: um futuro marido. Eu: um marido assentado. Não saberia dar conselhos a ninguém sobre o casamento, e meus amigos sabem muito bem disso, esse inclusive, daí a minha preocupação: deve estar mesmo desesperado.
Sim, estava. Disse-me que como eu era uma pessoa sensata e casada, poderia aconselhá-lo, fazendo-o declinar ou não antes do sim fatídico. Refleti brevemente enquanto ouvia a cantilena de pontos positivos-negativos que ele elencava do outro lado da linha. Ele tinha mais respostas do que eu, um cônjuge cindido, sempre à cata de soluções para os impasses da vida a três (você, a mulher e os anseios contrastantes). Por fim, chegamos à mesma conclusão: relacionamentos são como loteria: pouquíssimos ganham e a maioria, evidentemente, passará o resto dos dias tentando. Não satisfeito, antes de dizer até logo, pediu-me algo mais concreto, e não as abstrações & divagações costumeiras.
Sorrimos, ambos. E então pedi que ele anotasse o nome de uma peça, um romance e dois filmes, que deveriam ser lidos e assistidos antes do sim ou não. Ei-los (respectivamente):
1. Who’s Afraid of Virginia Woolf? (Edward Albee)
2. Revolutionary Road (Richard Yates)
3. Faces (John Cassavetes)
4. Love Streams (John Cassavetes)
Espero tê-lo ajudado. E a você também.
pra ajudar a família do Mário com os gastos (e pra que eles possam ficar por aqui):
7 dezembro, 2009
Cristiane do Carmo Viana
Banco Unibanco
agência: 0935
conta poupança: 127721-6
if you’re good at something it’s very hard not to do it.
24 novembro, 2009
Wall Street Journal: The last five years have seemed very productive for you. Have there been fallow periods in your writing?
Cormac McCarthy: I don’t think there’s any rich period or fallow period. That’s just a perception you get from what’s published. Your busiest day might be watching some ants carrying bread crumbs. Someone asked Flannery O’Connor why she wrote, and she said, “Because I was good at it.” And I think that’s the right answer. If you’re good at something it’s very hard not to do it. In talking to older people who’ve had good lives, inevitably half of them will say, “The most significant thing in my life is that I’ve been extraordinarily lucky.” And when you hear that you know you’re hearing the truth. It doesn’t diminish their talent or industry. You can have all that and fail.
De Niro & Richard Price
26 setembro, 2009
Sim, porque Price também atua.
há um ano e alguns dias morria DFW.
17 setembro, 2009
Aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui o que escrevi acerca de DFW.
Nas próximas semanas posto nesse mesmo espaço um de seus contos (um dos que mais gosto). É a maneira que encontrei pra dizer obrigado a DFW. Pois é.
Cardoso, o bem-dotado, o homem de Porto Alegre
24 maio, 2009
Além de bem-dotado, escritor dos mais criativos, é um baita blogueiro.
La vida no es tan breve como se piensa
23 fevereiro, 2009



