assiste aí, vai. (rest in peace)

8 março, 2010

Vic

14 janeiro, 2010

Tony esteve por aqui e eu estive na lua.

26 outubro, 2009

Sing for me

23 agosto, 2009

Estou ouvindo algumas coisas por conta de outras coisas, e no geral tudo soa insípido. Sei muito bem que deveria dar mais tempo para algumas músicas e bandas, assim, quem sabe, algo pudesse me tocar pra valer e tal.

Pois é, pois é.

Ouvi tudo que pude do Fiery Furnaces, e Sing for me ficou por aqui, ruminando. Sei que não há nada de especial na música, mas sei lá.

Não riam de mim #1

16 julho, 2009

Estou aqui, de bobeira. E daí pensei em algumas músicas que eu ouvia na adolescência (nada de Nirvana), sobretudo por causa dos meus pais. Sou brega, já adianto. Pensei, e logo Everybody´s Talkin surgiu na memória. Mesmo o Nilsson com essa roupinha cafona  e esse jeitinho singular de segurar o microfone e mover o corpo me deixam com uma sensação boa, sabe?

Não, eu sei que você não sabe. Há coisas que são nossas. Harry Nilsson, de certa maneira, é meu.

The National

8 agosto, 2008

The National é um raro exemplo de banda que eu gostaria de montar caso tivesse um mínimo de talento musical. Alguns servem mesas, outros lavam pratos, gerenciam contas bancárias, dirigem carros de aluguel, ministram aulas, cortam cabelos, pulam de prédios… O The National faz música. Música do tipo que não está interessada em atrair pelo som dançante e milimetricamente calculado de batidas e letras insossas, que viram hinos na boca de garotinhas lambuzadas de rímel e rapazes que consomem creatina e mijam fora da privada.

Num bate-papo com a Folha, Matt Berninger, vocalista da banda, diz o seguinte:

Nossas canções não são tão imediatas como “Hey Ya” [hit do Outkast] ou “Crazy” [do Gnarls Barkley]” [...] Até tentamos escrever canções como essas, hits de rádio, mas ficamos cansados delas. “As músicas que acabam entrando nos discos são as que nos conquistam com o tempo. Então faz sentido que demore para o ouvinte sentir alguma conexão com as canções”

Eu senti uma conexão já nos primeiros toques de Fake Empire, canção que abre o viciante – não estou exagerando – álbum Boxer. Seguida por Mistaken For Strangers, Squalor Victoria,  Apartment Story, entre outras, não há um senão a borrar as composições pessimistas e destrutivas de Berninger (dono de uma voz operística). Gospel, que fecha o álbum, é um trovão de esperança engolido por uma tempestade de imperfeições e dores.

Boxer é o álbum que eu deveria ter ouvido incessantemente em 2007 não fosse minha desatenção musical. Embora conhecer as músicas do The National nesse período da minha vida tenha sido um alento.

Por desígnios que ultrapassam minha capacidade de compreensão, Pete Doherty, vocalista do Babyshambles, é cultuado. Talvez se Berninger usasse um daqueles chapéus do Pete, e aparecesse com olheiras e gestual de junkie afetado, seu nome seria incensado pela mídia.

Prefiro imaginar que a balança tem de ficar equilibrada. De um lado, um artista avesso à espetacularização intrínseca da profissão; do outro, um dândi falastrão e desprovido de talento.

É a regra do jogo.

Mais Matt Berninger:

Gosto de alguns aspectos [das turnês]. Gosto bastante dos shows. Quando você sente que fez um bom show, isso é um dos melhores sentimentos. Mas não gosto de ficar longe de casa, de dormir em ônibus. É estranho viver com seis, sete pessoas em tão pouco espaço. A única oportunidade que tenho de ficar sozinho é quando vou tomar banho. É difícil passar por isso sendo um adulto.

Modern guilt

1 agosto, 2008

Continuo ouvindo menos música do que gostaria. Das descobertas mais recentes, destaco Beck e seu Modern Guilt. Lindo álbum. Não uma beleza solar, daquelas que te deixam com os ânimos alterados e as bochechas rosadas. A beleza desse álbum é mais sombria e menos otimista. Ele diz gostar de Antonioni. Mais: disse que a obra do italiano foi uma das inspirações para este Modern guilt (essa declaração aguçou ainda mais meu interesse pelo álbum). Não é todo dia que  nos deparamos com um músico às voltas com Antonioni. Disse, também, que se trancou em casa por semanas a fio em busca dessas composições mais… profuuuundas. Ok, Beck, você fez um strike. Um belo strike.

Abaixo, uma playlist com as músicas mais ouvidas por esse sujeitinho apalermado e um tanto surdo.

(Preste atenção na letra de Volcano. Estou falando sério, preste atenção.)

I’m tired of people
Who only want
To be pleased
But I still want
To please you

[audio:http://lucasmayor.com/wp-content/uploads/2008/07/10-beck-volcano.mp3]

[audio:http://lucasmayor.com/wp-content/uploads/2008/07/01-beck-orphans.mp3]

[audio:http://lucasmayor.com/wp-content/uploads/2008/07/02-beck-gamma_ray.mp3]

[audio:http://lucasmayor.com/wp-content/uploads/2008/07/03-beck-chemtrails.mp3]

God Bless Winehouse

24 junho, 2008

Hoje, na Folha:

MÚSICA: AMY WINEHOUSE TEM ENFISEMA PULMONAR

A polêmica cantora britânica Amy Winehouse foi diagnosticada com um estágio inicial de enfisema pulmonar e alterações nos batimentos cardíacos causados pelo abuso de cocaína, crack e cigarros, segundo o “The Sunday Mirror”. Médicos também disseram que ela tem só 70% da capacidade dos pulmões e terá de usar uma máscara de oxigênio se não parar de fumar.

***

Orações, preces, “trabalhos” seriam bem-vindos nessa hora. Por favor, passe pelo Brasil antes de ir para o além. Por favor.

Slapped Actress

20 junho, 2008

Don’t tell my sister about your most recent vision. Don’t tell my family—they’re all wicked-strict christian. Don’t tell the hangers-on, don’t tell your friends. Don’t tell them we went down to Ybor City, again. Don’t tell the dancers, they’ll just get distracted. Don’t tell the DJs. They already suspect us. Don’t mention the bloodshed, don’t mention the scams. Don’t tell them Ybor City almost killed us, again.

We are the theatre, they are the people—dressed up to be seated, lookin’ upwards and dreamin’. We’re the projectors. We’re hosting the screening. We’re dust in the spotlights…we’re just kinda floating.

Don’t drop little hints. I don’t want them to guess. Don’t mention Tampa, they’ll just know all the rest. Don’t mention bloodshed, don’t tell them it hurts. Don’t say we saw angels, they’ll take us straight to the church. They queue up for tickets to see the performance—they push to get closer, lookin’ upwards with wonder. We are the actors. The cameras are rollin’. I’ll be Ben Gazzara, you’ll be Gena Rowlands.

Sometimes, actresses get slapped. Sometimes, actresses get slapped. Sometimes, fake fights turn out bad. Sometimes, actresses get slapped. Some nights, makin’ it look real might end up with someone hurt. Some nights, it’s just entertainment, and, some other nights, it’s real.

They come in for the beating, to see the stadium seating. They’re holding their hands out for the body and blood, now. We’re the directors—our hands will hold steady. I’ll be John Cassavettes—let me know when you’re ready. Man, we make our own movies. Man, we make our own movies. Man, we make our own movies. Man, we make our own movies.

***

Além da belíssima letra, e da musicalidade sui generis, Hold Steady homenageia John Cassavetes. Aí é demais para esse coraçãozinho.

Para ouvir, aqui.

Vampire Weekend

15 março, 2008

A última música que ouvi mais de 30 vezes numa única semana foi Back to Black, da Amy. Minto. Dia desses escutei Tchubaruba sem parar. Coloquei no repeat, abri uma Coca e fiz a dança dos dedinhos. A voz da Malu é uma delícia. E o ritmo, ah, o ritmo. Estranhamente alegre e descompromissada. Ela só tem quinze anos. Meu Deus!

Mas o assunto é outro. Escutei pela primeira vez I Stand Corrected e disse a mim mesmo: legal isso. Aí ouvi pela segunda vez e falei: é mais do que legal. Agora mesmo eu não consigo parar de cantar.