natural, humano.

7 fevereiro, 2010 · Imprimir

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Há uma tendência natural de criticarmos no outro o que geralmente não possuímos ou, pior ainda, de criticarmos exatamente os mesmos possíveis “defeitos” que nós mesmos apresentamos. Natural, humano. Eu faço isso e você aí também faz. Daí que eu só queria levantar a bola aqui e dizer o seguinte: imaginemos que você esteja calmamente andando pela rua, um assovio aqui, outro ali, e então você se senta num banco de praça e começa a observar o entorno, dá comida aos pombos, sorri para um garotinho irritante que masca chiclete mostrando o céu da boca, e de repente acontece: um cara de aparência normal acaba de chupar um picolé de uva, olha em volta, percebe que ninguém o nota, e então lança o palito ao lado de um canteiro de flores algo amarelas, e você, internamente, num acesso colérico indescritível mas discreto, vocifera pra si mesmo miserável, miserável, tanto cesto de lixo por aí e esse crápula faz isso. Natural, humano. Todavia, você se levanta, retira do bolso uma pastilha de hortelã e, atento mais uma vez ao entorno, deposita o dejeto (é como você gosta de se referir a esse papelote) em via pública. Tal como o cara de aparência normal que você acabara de criticar.

Esse pequeno conto imbecil de moralidade (civilidade, cidadania, bons costumes) aparente foi para nos lembrar que o BBB 10 é dos programas televisivos mais interessantes da tevê brasileira, quer gostemos ou não.

Explico.

Uilliam (sic), na academia, comentando a última formação do paredão, diz que Cadu é um burro, só tem músculos, cérebro falta. Natural, humano. Infelizmente, uma imagem (lugar-comum horrendo) vale mais do que mil palavras. Pois é. Uilliam (mães do Brasil, tenham dó das nossas crianças; nomes nos acompanham por toda a vida), enquanto adjetivava Cadu, fazia exercícios para manter o corpanzil nada magricela em forma (não estamos a falar de saúde nesse caso, mas de questões estéticas mesmo; Uilliam malha não pra manter a saúde ou em razão de sua profissão, e está claro que o objetivo são músculos, tal como Cadu). E não me recordo, em momento algum, de verificar qualquer indício de cérebro ou mesmo apartes espirituosos oriundos de Uilliam (sic). Estamos, portanto, a falar de gêmeos siameses, com a diferença de que esse último acredita possuir algo que falta ao outro.

Só rindo mesmo.

Posto o vídeo abaixo para que você (re)veja (adiante e veja do 1:55 aos 2:02).

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