Diário da Mostra #3
22 novembro, 2009 · Imprimir
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Vício Frenético
Fazer um remake de um filme de Abel Ferrara? De um dos maiores e melhores filmes de Abel Ferrara? Pois sim. Sabíamos que Herzog é um selvagem, mas nem de longe poderíamos esperar algo como isso. Ainda hoje tenho pesadelos com aquele pranto niilista de Harvey Keitel (pense em um homem que descobre que Deus é um engodo, e daí se põe a chorar por todos nós) em Bad Lieutenant. Lembrete necessário: aos sujeitinhos que insistem em afirmar a irrelevância desse belíssimo ator (Nicolas, e não Keitel), minhas lágrimas; desculpai-os, desculpai-os, afinal eles não sabem o que é atuação. Um Herzog cínico. Tal como o nosso tempo.




A Família Wolberg
Um debut incontornável. Uma peça de câmara escrita por Tchecov.




Abraços Partidos
Está a se repetir, como todos os grandes. A arte, diferentemente da vida, permite reestréias. Eis a lição de Almodóvar.




O Que Resta do Tempo
Suleiman é um fanfarrão. Da próxima vez que tiver de explicar ironia aos meus caríssimos alunos, darei-lhes Suleimam de bandeja. Sublime.




Making Plans for Lena
Honoré está habitando outras paragens, mas isso não diminui em nada seu mundo particular. Making Plans for Lena é irmão bastardo de Horas de Verão. De longe a melhor atuação de Chiara.









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