A lei dos limpadores de pára-brisa

23 setembro, 2009 · Imprimir

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Demorei um bocado pra rever esse filme. Não é filme para se rever assim, de maneira fortuita. Mas hoje revi. Ainda maior do que pela primeira vez. Philippe pai Garrel sempre me coloca assim, pra baixo e pra cima ao mesmo tempo. A Fronteira da Alvorada é um filme pra ser habitado. Em outras palavras: leva tempo pra se conhecer todos os aposentos. Pior: dá vontade de ficar por ali, morando. Pena os fantasmas do amor exigirem tanto. Tanto.

- Não acha que os rompimentos deviam ser tão bonitos como os começos?

- Os rompimentos nunca são bonitos. Há sempre uma pessoa que parte e outra que fica a chorar.

- Não tenho tanta certeza. Quando um casal é muito forte… Tão forte que se torna um só ser, quando acaba, é como se esse ser desaparecesse. E não fica ninguém para chorar.

- E nós?

- Continuamos, separados, e esquecemos tudo.

(Não deixe de ver o trailer, aí, logo abaixo.)

Comentários

4 comentários em “A lei dos limpadores de pára-brisa”

  1. Renata em 25/09/09 - 7:05 pm

    Lembra quando eu falei que gostava do Garrel pai? Então, depois que eu vi o Fronteira, acho que mudei de opinião. Ou me enganei com o estilo dele ou o tédio que essa moça causa é tão imenso, que ela estraga um filme que poderia ser incrível. Não gostei, achei que o Louis fez por obrigação de filho, não senti que ele se entregou ou pelo menos não foi com gosto. Penso em rever, mas é tanto desgosto em ver essa atriz, de alguém ter dado esse trabalho pra ela (fico imaginando a Chiara Mastroianni nesse papel, mas ela não é bonita como essa moça nem tem esse perfil. aliás, você viu que Honoré tem filme novo? é com ela).

    Achei chato demais o filme. Não sei se o problema está em mim ou se é mesmo possível nesse mundo alguém sozinho estragar um filme inteiro. Pelo menos nisso ela foi grandiosa. hahaha

    Beijos.

  2. Lucas Mayor em 25/09/09 - 9:05 pm

    Eita. Eu acho o oposto. Acho um filme bem, BEM bonito. E acho que é um dos melhores trabalhos de Garrel filho, sobretudo por não usar dos seus maneirismos característicos. Aqui não há o pegador-alfa (carinhas e truques, algo que ele faz que é uma beleza), mas um ser humano que padece de amor. A lei do pára-brisa e tal. Quanto à atriz, não me incomoda a esse ponto, embora não nutra qualquer empatia pela sua atuação.

    Já a Chiara é um encanto, sem dúvida. Viu Um Conto de Natal? A Chiara está ótima, ÓTIMA. E o filme é dos melhores que vi no ano passado (aliás, viu A Bela Junie? Falamos dele há um bocado de tempo…).

    Faz um esforço e reveja o filme. Ao menos pra ter certeza que não gostou. E esquece a loira do banheiro.

    Vi que o Honoré tem filminho novo, e desde que soube estou aqui, roendo as unhas.

    Beijos.

  3. Renata em 26/09/09 - 7:46 pm

    Vou tentar rever, sim. Só preciso recarregar a paciência. hehe

    Não vi esse com a Chiara, mas vi Junie. Esse sim é um filme bonito. Muito bonito mesmo. Tem uma pureza naqueles personagens que não vejo em outros filmes. A menina, de novo, não é lá grande atriz, mas os meninos são ótimos. O Louis até que está bem, mas os meninos são tão bons que meio que apagam a atuação dele. Gosto muito do Grégoire Leprince-Ringuet, espero que o Honoré continue fazendo filmes com ele. E que volte com a Clotilde Hesme e o Romain Duris. Aliás, falando nele, vi quatro filmes do Honoré e meu preferido até agora é Dans Paris. Perfeito. Aquela cena do telefone com o Romain e a Joana Preiss cantando, nossa, essa sim é uma cena que me faz acreditar que há/houve amor.

  4. Lucas Mayor em 27/09/09 - 10:33 am

    Gosto desses meninos também. E Dans Paris é, junto com A Bela Junie, meu favorito.

    Beijos.

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