Não riam de mim #2
27 julho, 2009 · Imprimir
Visto 256 vezes, 1 apenas hojeEra garoto. 12, 13 anos. JCVD era Deus pra mim. Maior do que Deus, pra ser sincero. Eu e meus irmãos lutávamos na varanda de casa. Cada um era um ator daquela geração. Eu sempre fui JCVD. Além do balé dos movimentos sinuosos e circulares, achava-o de uma beleza sem pares no mundo. Ainda hoje acho JCVD simpático. Sim, simpático.
Confesso, com certa vergonha, que emulávamos, quinzenalmente, cenas de filmes que nos eram caros à época. Entre os filmes, alguns ganhavam contornos mais míticos, digamos assim. Bloodsport era um deles. Eu: Frank Dux. Era treinado por um shidoshi. Obrigado a mostrar, repetidas vezes, o toque da morte, sentia-me um garoto diferenciado. Parêntesis: o toque da morte consistia em destruir tijolos utilizando apenas a lateral de uma das mãos. Fecha parêntesis. Numa dessas tentativas, perdi o movimento da mão direita por uma semana. Antes que comece a gargalhar, eis a cena que recriávamos (a critério de ilustração: eu usava regata preta, como a que JCVD veste no filme; note o efeito sonoro disparado a 1 minuto e 40 segundos, algo que me fazia entrar em transe, e que hoje é tão kitsch e ingênuo que me deixa cabisbaixo e pensativo quanto ao rumo que dei a minha fase iniciática; todos já fomos crianças um dia, ok; a dublagem é top five):




mais: você AINDA tem um quadro do simpático pitoco.
contei.
Isso é golpe baixo. Baixíssimo.