he knew what he didn’t want.

25 julho, 2009 · Imprimir

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Estou perdendo tempo. Não que eu vá desenvolver/fazer/criar algo genial nos próximos anos ou meses que se seguem, mas estou perdendo tempo. As férias (as minhas, claro) estão chegando ao fim. Até o dia 26/07 estarei a deambular do banheiro para o quarto e do quarto para a geladeira, e depois, novamente, estarei no sofá, moído pelo tédio (um tédio muito bem administrado, vale dizer) e  rodeado por canecas de chá e filmes e livros e um sem-número de coisinhas sem nome, às quais costumo chamar de sensações e/ou sentimentos paradoxais. Mas falemos de coisas boas, ok.

Sinto que estas férias foram melhores. Maiores, se é que você me entende. Noto as bochechas corarem ao dizer isso, mas digo: dei início a alguns planos. Não fique curioso e nem seja indelicado ao ponto de inflar minha caixa de comentários com perguntas do tipo quais planos?, conta, vai. Não seja indelicado.

Por ora, repito: dei início a alguns planos. Não, não pensei em suicídio filmado e transmitido live na rede. Sou sujeitinho prosaico, e meus planos não poderiam ser diferentes. E o suicídio é por demais grandioso para pessoas assim, como eu, reticentes.

Enfim.

Não fazia planos e abominava pessoas que elencassem coisas para serem feitas antes do fim do mundo, ou da sua morte, ou o que vier primeiro. Mas mudei. Tornei-me aquilo que fazia questão de ridicularizar quando ao lado de amigos que entendiam e aceitavam e agiam de forma parecida. Tornei-me um coisas para serem feitas antes de.

Afixei uma lista no quarto que, inapropriadamente, chamo de videoteca-escritório-biblioteca. E lá permaneço, contemplando a lista. Filmes, livros, músicas, lugares, coisas e mais coisas para serem feitas em tais dias e horários rígidos. Prioridades e mais prioridades. Aquilo que costumo chamar de conjunto essencial e significativo. Afinal, a pergunta definitiva que recai sobre mim (e por extensão sobre você, quando ao tomar uma ducha quente e demorada) é sempre a mesma: o que é realmente relevante para você? Quais são as suas escolhas? O que irá fazer do resto de sua vida?

Dúvidas e mais dúvidas.

Parafraseando Cristina (personagem de Vicky Cristina Barcelona), reforço minhas convicções atuais: sei muito bem o que não quero. Mais uma vez: sei muito bem o que não quero. Isso pode parecer simples. Não é. Saber o que não quer significa ter percorrido metade do caminho.

Já o que quero é uma outra história.

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