The rest is silence
15 abril, 2009

Drops #6
14 abril, 2009
Não sabia o que fazer ao SENTIR quando criança. A cabeça de encontro ao poste. Tentativa fracassada de SENTIR. Todo SENTIR real envolve dor e lágrimas e membros dilacerados (o CORAÇÃO, sobretudo).
Desaprender a SENTIR. DESAPRENDER a sentir.
Ouça
14 abril, 2009
[audio:http://lucasmayor.com/wp-content/uploads/2009/04/01-para-fazer-sucesso2.mp3]
Não precisa AGRADECER.
Wile E. Coyote
13 abril, 2009
Sabe aqueles personagens atrapalhados de desenhos animados, que sempre acabam presos em suas próprias maquinações e estratagemas, e por mais astutos e precavidos que possam ser, no final, no FINAL, nunca vencem ou saem ilesos? Então, imagina isso aí que acabei de dizer mais uma parcela infindável de pequenos DESENCONTROS e desacertos próprios das contingências do dia-a-dia.
É, minha vida daria um filme ao estilo de Um Sonho dentro de um sonho com uma leve inclinação ao TRÁGICO.
Recognition
13 abril, 2009
A invisibilidade dos escritores tem pouco ou nada a ver com a fama, assim como a fama tem pouco ou nada a ver com a literatura. Atores, celebridades e políticos, cuja sede de aclamação pública interminável, boa parte dela forjada, ultrapassa qualquer medida normal, podem alimentar-se intensamente da fama, mas esta sempre é produto da cultura atual: tópica e variável, portanto efêmera. Os escritores são constituídos de maneira diferente. O que os escritores prezam é mais simples, mais quieto e duradouro que a ruidosa fama: é o reconhecimento. A fama, de modo geral, é uma categoria própria dos contadores, sendo contabilizada em vendas. Já o reconhecimento, calado e inerente ao silêncio da página, é uma categoria pertencente aos leitores: sua invisibilidade é sua riqueza. E o próprio reconhecimento pode ser frágil, uma luz muito facilmente obscurecida.
Cynthia Ozick em artigo publicado ontem no Mais!
Fróes
13 abril, 2009
Assista (OUÇA).
Ok, sabia que ia gostar.
Anote: amanhã, terça-feira (14/04), às 21:00, Romulo Fróes no Studio SP.
Vai lá, VAI.
Ah, é FREE.
Os televisores nos reinventaram
12 abril, 2009
Sejamos HONESTOS: não existiriam casamentos não houvesse televisores. Não atualmente. Desconsidere o casamento dos seus avós e dos seus tios, que beira um centenário. Falo da vida CONTEMPORÂNEA. Do VAZIO dela. No passado esse vazio existia, claro. Mas não existiam cartões de crédito. E daí a explicação para os suicídios em massa. As pessoas precisam de algo para depositar suas frustrações. O consumo é um grande AMORTECEDOR. E os televisores nos reinventam diariamente.
Já imaginou se você tivesse de chegar em casa todos os dias e a sua mulher estivesse no sofá o aguardando para conversar sobre mais um dia de sua TEDIOSA vida. Os televisores nos dão o alívio do silêncio. Você pode entrar, tomar uma ducha, abrir o jornal e, quem sabe, até COCHILAR. Talvez sua esposa nem o note na sala. Talvez ela vá para a cama e não perceba que você chegou. Agora, pense nos seus filhos. O que eles fariam sem aqueles programas MATINAIS? Você não teria paciência ou talento para emular os atores do Hi-5.
Sem a televisão você não teria o que falar nos elevadores. Ou na casa da sua sogra. A televisão economiza DESPESAS. Sem ela você não teria desculpas caso sua mulher insistisse para que vocês saíssem para dançar no sábado à noite. Reviver o baile de formatura responsável pela união de vocês. Já imaginou ter de sair sábado à noite para dançar? Reviver o baile de formatura?!
Meu Deus!, a TV é melhor do que SEXO.
Não acredite nos intelectuais que dizem que a televisão é um dos males da modernidade. Ou da PÓS-modernidade. Você já visitou a casa de um intelectual? Eles têm televisores que mais se parecem telas de cinema. Caso contrário, como conseguiriam escrever seus ensaios, teses e artigos. Afinal eles também acabaram se casando. A inteligência não os libertou da tradição do matrimônio. Pior: domesticou-os. Ensinou-os a ser complacentes. Nenhuma pessoa em sã consciência suportaria conviver com outra, na mesma casa, por mais de três anos.
Sim, as relações têm prazo de validade. Sartre sacou isso bem cedo, e por isso pulou fora da jangada.
- Um apartamento pra mim, outro pra você, Castor (Sartre, carinhosamente, chamava Simone de Castor).
- Tudo bem, querido.
Nem todas as feministas são tolas. Simone sabia que Sartre era feio, estrábico, baixo e idiossincrático. Mas sabia, sobretudo, que era um dos homens mais inteligentes que já conhecera.
(A inteligência e o dinheiro são afrodisíacos dos mais poderosos.)
Caso ela não topasse, outra toparia. Ela não estaria disposta a discutir Hegel com um cara que confundisse METAFÍSICA com problemas no miocárdio. Simone tratou logo de travar uma parceira vitalícia com o pai do EXISTENCIALISMO. Foram relativamente felizes. Ela menos. Ele mais. Ao menos é o que diz a biografia de Hazel Rowley, Tête-à-Tête.
Mas enfim. Os TELEVISORES.
A televisão é a maior invenção da humanidade. Sem ela estaríamos perdidos. Toda vez que saio para pagar a conta da TV a cabo, eu não penso em quanto isso onera do meu salário. A TV a cabo é um investimento dos mais rentáveis.
Portanto, antes do apartamento decorado ou da escolha do faqueiro, compre um belo televisor. E invista numa TV a cabo digital.
Os televisores nos salvaram de nós mesmos. Aleluia!
Só um arrotinho (2)
12 abril, 2009
Autoria, por João Moreira Salles
5 abril, 2009
Santiago é o que eu chamo de um filme intransferível. Isso não significa que seja bom ou ruim, apenas que ninguém poderia tê-lo dirigido senão eu.
Não consigo imaginar nada melhor para definir a questão de AUTORIA, estilo, verdade pessoal, etc.
Bom ou ruim, ninguém mais poderia ter feito senão EU.
Drops #5
5 abril, 2009
Algo assim como pedir para o CARA jogar a toalha. Não ter esperança em porra NENHUMA é o caminho da sabedoria.



