As 11 maiores peças teatrais de 2008

12 março, 2009 · Imprimir

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(Foto: A Última Palavra é a Penúltima)

1.  Hamlet

2. Senhora dos Afogados

3. Vau da Sarapalha

4. Trilogia Brasileira – Michel Melamed

5. Denise Stoklos: Teatro Essencial 40 anos

6. Cine-Teatro Limite

7. A Última Palavra é a Penúltima

8. Não sobre o Amor

9. Cachorro!

10. Aqueles Dois

11. Homens ao Mar (Longa Viagem de Volta para Casa, Zona de Guerra, Rumo a Cardiff)

Menção aos seguintes espetáculos

Alguns Leões Falam, Dias felizes: suíte em 9 movimentos, Por Uma Vida Menos Ordinária, Foi Carmen, Prêt-à-Porter (coletânea 1), Aos Ossos que Tanto Doem no Inverno, Homens, Santos e Desertores, O Que Eu Gostaria de Dizer, O Natimorto (um musical silencioso), Camaradagem, A Gaivota (alguns rascunhos), Navalha na Carne (Tusp), O Céu Cinco Minutos Antes da Tempestade, Amores Surdos (terceira revisão), Uma Pilha de Pratos na Cozinha (quarta revisão).

Piores espetáculos de 2008

Navalha na Carne (Pedro Granato), Carro de Paulista, Loucos por Amor, A Vaca de Nariz Sutil, Caminhos, Imperador e Galileu.

Não há ordem classificatória nesta e nas demais listas que faço aqui no blog, portanto o número 1 equivale ao número 11 e vice-versa. Possivelmente esqueci algumas encenações, o que torna esta lista in progress.

P.S.: Montagens outras ficaram no meio do caminho, isto é: nem figuram no rol das Menções, nem no dos Piores espetáculos de 2008, e menos ainda na Lista dos 11.

Comentários

Um comentário em “As 11 maiores peças teatrais de 2008”

  1. JOÃO DO ROZARIO LIMA em 15/03/09 - 8:33 pm

    A VIDA DE LUANA

    MARTA:
    Acorde filha, é ora de levantar, escovar os dentes, tomar café e arrumar para ia há escola.

    LUANA:
    A mãe, ainda é cedo.

    MARTA:
    Não querida, o sol está alto, levante.

    LUANA:
    Está bom mãe, já vou.

    MARTA:
    Filha, leve o lanche, não esqueça.

    LUANA:
    Não quero levar lanche.

    MARTA:
    O que foi minha filha, você sempre levou o lanche e nunca reclamou? O que está acontecendo agora?

    LUANA:
    Mãe! Não sou mais uma criancinha para ter de levar lanche para a escola.

    MARTA:
    Há, então é isto, está se achando uma moça não é?

    LUANA:
    É que minhas amiguinhas ficam zombando de mim, dizendo que eu não tenho dinheiro para comprar lanche na cantina da escola.

    MARTA:
    Não ligue pelo que elas dizem não minha filha.

    LUANA:
    A senhora diz isto porque não é com a senhora.

    MARTA:
    Tenha calma minha filha, logo-logo seu pai vai receber uma promoção na firma e isto tudo vai melhorar, você vai poder comprar seu lanche, eu prometo.

    LUANA:
    Há mãe, conta outra, vem ouvindo isso desde que entendo por gente.

    MARTA:
    Tenha fé e paciência minha filha.

    LUANA:
    Fé e paciência são o que tenho tido a vida toda, já vou indo.

    MARTA:
    E daí filha como foi na escola hoje?

    LUANA:
    Uma porcaria mãe, minhas colegas continuam zombando de mim, não sei se vou agüentar isso por mais tempo não, qualquer hora dessas vou me mandar.

    MARTA:
    Não diga isto menina, eu e seu pai amamos muito você.

    LUANA:
    Que amor é este? Tenho que viver nesta miséria todos os dias.

    MARTA:
    Isto não é miséria minha filha, existe tantas pessoas vivendo de coisas encontradas nos lixos, nós temos nossa casa, seu pai tem emprego.

    LUANA:
    Porcaria de emprego, dá muito mal para comer e mais nada.

    MARTA:
    Olhe aqui moça, está na hora de você começar a ter responsabilidade, começando por arrumar a sua cama ok.

    LUANA:
    Arrumar cama,vou é procurar um lugar onde posso viver melhor, adeus mamãe.

    JONAS:
    O que foi mulher? Porque está chorando?

    MARTA:
    Nossa filha foi embora.

    JONAS:
    Foi embora porque mulher?

    MARTA:
    Há, Jonas, ela vem dizendo a dias que suas amigas zombam dela por não ter dinheiro para comprar lanche na cantina da escola.

    JONAS:
    Meu Deus! O que ela queria mas vivendo uma vida de classe média inferior como a nossa.

    MARTA:
    Há, Jonas, ela queria ser como suas coleguinhas ricas.

    JONAS:
    Mulher, devemos a aprender a viver com o que temos e agradecer a Deus por ter casa e emprego e não querer imitar os outros.

    MARTA:
    O querido, eu sei disso, mas ela é que não quer entender.

    JONAS:
    Tenha fé, daqui a pouco ela entra por aquela porta, ela nunca saio de casa e depois sempre viveu sem fazer nada em casa.

    MARTA:
    Não sei não, mas ela pareceu muito decidida.

    JONAS:
    Marta a Luana já voltou?

    MARTA:
    Voltou nada, estou desesperada, não seu onde minha filha dormiu esta noite.

    CAROL,MÃE DA COLEGA DE LUANA:
    Olhe aqui garota, esta noite você dormiu em minha casa para não dormir na rua, mas agora cedo você volte para sua casa, ou procure outro lugar para ficar.

    LUANA:
    Não se preocupe dona, vou procurar outro lugar, mas para aquela casa pobre eu não volto.

    CAROL:
    Garota, volte para a casa de seus pais,eles são pessoas humildes na verdade, mas são honestos e gostam muito de você.

    LUANA:
    Eu sei disso, mais o problema é que eu não agüento viver nesta pobreza.

    CAROL:
    Continuo dizendo, volte para seus pais.

    LUANA:
    Não se preocupe dona Carol, não vou ficar aqui, já vou indo.

    CAROL:
    Que menina sem juízo.A vida vai lhe ensinar.

    LUANA:
    Vou procurar um emprego, mas para aquela casa não volto.

    MARTA:
    Meu Deus! Onde será que está minha filha?

    JONAS:
    Há mulher, nossa filha até agora não voltou.

    LUANA:
    Bom dia, vocês não estão precisando de pessoas para trabalhar?

    KATIA:
    O que você sabe fazer?

    LUANA:
    Olhe, eu nunca trabalhei não, mas posso aprender.

    KATIA:
    Sinto muito, estamos precisando de moças com experiências.

    LUANA:
    Bom dia senhora.

    MARIA:
    O que deseja moça?

    LUANA:
    Estou procurando um trabalho estou com muita fome.

    MARIA:
    O que você sabe fazer?

    LUANA:
    Bom, eu nunca trabalhei, mas posso aprender.

    MARIA:
    Moça eu não tenho trabalho para alguém que nunca trabalhou, estou vendo que é menor de idade, volte para casa e aprenda a trabalhar com sua mãe e depois vai procurar emprego.

    LUANA:
    Dona Maria ,por favor dê um trabalho para que eu possa ganhar algo para viver.

    MARIA:
    Sinto muito, moça, pegue esta sobra de comida e vai.

    LUANA:
    Que situação, pelo menos em minha casa tinha comida, mas não volto atrás.

    CAROL:
    Oi Luana, ainda está na rua? Não voltou para casa?

    LUANA:
    Eu já disse que não vou voltar.

    CAROL:
    Você é quem sabe.

    LUANA:
    Está anoitecendo, estou com fome, acho que vou deitar ali embaixo daquele viaduto.

    MENDINGO:
    Hei mocinha, este lugar é meu, saia já daí.

    LUANA:
    Vou dormir naquela calçada.

    MARTA:
    Jonas, vamos a igreja rezar quem sabe ela volte para casa.

    JONAS:
    Está bem só vou vestir a roupa.

    MARTA:
    Jonas! Aquela ali deitada na calçada não é a Luana?

    JONAS:
    Marta é ela mesma,, vamos até lá.

    MARTA:
    Luana!

    LUANA:
    A mãe e pai perdoem sua filha por favor e deixe me voltar para casa, prometo ouvir vocês e nunca mais dizer aquelas coisas.

    MARTA e JONAS:
    Volte minha filha, nós amamos você e fazemos o que podemos, não somos ricos mas nunca faltou comida e casa para morar.

    LUANA:
    É verdade e isto serviu de lição, lugar bom e o lugar onde moramos por mais humilde que seja.

    MARTA e JONAS:
    Que bom filha,vamos para casa, tome um belo de um banho e mate sua fome.

    Autor:João do Rozario Lima

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