O outro

10 agosto, 2008 · Imprimir

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Caso me perguntassem como vejo as relações humanas, diria, sem pestanejar, que são loucuras deliberadas e de alto teor inflamável. Não nos bastamos, e por isso o OUTRO. E então nos relacionamos, nos apaixonamos e nos casamos. Mas passado o período de encantamento, ilusão ou coisa que o valha, percebemos que o OUTRO não nos supre uma falta ancestral, maquiavélica. O OUTRO só nos interessa no limite de nossas  idealizações. O OUTRO não existe enquanto pessoa. O OUTRO é uma criação de nossa própria e mesquinha incapacidade. O OUTRO, de certa forma, e de todas as formas, sou EU. E daí a impossibilidade das relações. De sua imperativa inconstância e fragilidade. Somos compostos de materiais perecíveis e autodestrutivos.

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